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Violações aos Povos Indígenas do Brasil é denunciado nas Nações Unidas

"O governo brasileiro representa um retrocesso para os povos indígenas, principalmente em relação aos nossos direitos e ataques cada vez mais diretos contra as comunidades".


Rayanne Baré, é da região Amazônica. Colaboradora REJUIND.

Nações Unidas, 01 de maio (Prensa Latina) As políticas do presidente brasileiro Jair Bolsonaro representam hoje um retrocesso para os povos indígenas daquele país, porque nos primeiros 100 dias de sua administração há numerosas violações contra esses povos.

Assim, destaco à Prensa Latina a jovem Rayanne Cristine pertencente ao povo indígena da Amazônia, e colaboradora da Rede de Juventude Indígenas.


Ela é uma das participantes do Fórum Permanente das Nações Unidas para Quesões Indígenas, que foi realizado na sede da ONU em Nova York, de 22 de abril a 3 de maio. Rayanne, foi as Nações Unidas para denunciar e tornar visível a situação atual dos povos originais em sua terra.


Desde a chegada ao poder de Bolsonaro, estamos passando por muitos problemas com a demarcação e homologação de terras indígenas, destaco Rayanne.


Antes, esses assuntos eram de responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), agora que o órgão passou a fazer parte do Ministério da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, a responsabilidade de demarcação das terras indígenas passou ao Ministério da Agricultura, e não mais no Ministério da Justiça. Causando uma fragmentação institucional ao abordar questões indígenas.

A situação em geral é terrível, disse ela, porque há algumas semanas foi expedido um decreto que encerrou todos os conselhos de participação social, entre eles, os indígenas. Uma das maiores preocupações é a terra e os territórios, porque os projetos relacionados à ação climática, proteção da Amazônia e da biodiversidade foram fechados, lamentou a jovem.

O governo brasileiro avança com um discurso supostamente progressista dizendo que os indígenas são pessoas como qualquer outra e que devem ser integrados à sociedade, que não há necessidade de educação ou saúde diferenciada. Mas todos os dias há uma história diferente de ataques a nossos povos, avanços na indústria de mineração em nossos territórios ancestrais e outras violações, ressaltou.


Nesse sentido, ela se referiu ao Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas como um dos espaços que permitem denunciar todas as violações cometidas. Em sua opinião, essa é uma plataforma para dar visibilidade à luta das comunidades originárias do Brasil e às visões dos jovens indígenas, "porque não somos apenas o futuro, somos a luta de hoje ”. Estamos dispostos a lutar pela preservação do nosso conhecimento tradicional e pedimos proteção para todos aqueles que estão na linha de frente dessas batalhas, afirmou a jovem.


Fonte original

Prensa Latina Agencia Informativa Latinoamericana

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